10 empresas portuguesas de TI que fecharam em 2020

Quarta edição em que damos a conhecer as empresas de TI que encerraram em 2020, ano de pandemia, em Portugal.

A favor da transparência do mercado, pelo quarto ano consecutivo, decidimos compilar as empresas de TI mais conhecidas a encerrar em Portugal.

2020 destaca-se pelo fecho de alguns escritórios de startups estrangeiras, como a Monese, Wodify ou Juul. Assim como o encerramento de várias startups portuguesas conhecidas como a Attentive.

 

Logotipo da attentive

Fundada em 2015 e localizada em Braga, a Attentive era uma das startups portuguesas mais conhecidas. Desenvolveu um assistente de vendas pró-activo integrado no Slack. Em 2019 ainda recebeu cerca de 1.2 milhões de investimento.

Agora em Abril, no primeiro pico da pandemia, foi comunicado que esgotou o financiamento, não tendo conseguido obter mais, optaram por encerrar.

 

Logotipo da monese

Esta startup financeira, com origem na Grã Bretanha, a Monese abriu em final de 2018 o escritório Português. Em 2020, também durante o pico da pandemia, viria a acabar por encerrar o escritório português no âmbito de um plano de reestruturação que também afectou o escritório de Berlim.

A própria general manager do escritório Português saiu da empresa em Agosto de 2020 e cerca de 50 foram afectadas. Actualmente mantém os escritórios de Londres e Tallinn - Estónia.

 

Logotipo da wodify

Tal como no caso anterior, a Wodify no primeiro pico da pandemia em 2020, esta startup Norte Americana na área da gestão de ginásios também se viu obrigada a fazer ajustes e acabou por encerrar o escritório Português.

Abriu em 2016, chegou a ter uma equipa com cerca de 40 pessoas só em Portugal e até pensou em duplicar a dimensão do escritório há poucos anos atrás. Era conhecida por ter excelentes ordenados mas terá alegadamente feito um despedimento colectivo.

 

Logotipo da james

Fundada em 2013, era outra das bem conhecidas startups nacionais, no caso uma startup de data science. A James Finance hegou a obter cerca de 4 milhões de investimento, ter 3 escritórios e a ganhar prémios de melhor fintech europeia.

Em 2017 sofreu um rebrand de CrowdProcess para james.finance e trocou de CEO. Já em 2019 terá ficado em stand by e tentado um pivot, mas no último ano deixou de ter site activo.

 

Logotipo da followprice

Fundada em 2013 esta startup portuguesa era dedicada ao aviso dos utilizadores para descontos em lojas online. A Followprice em 2017 comprou uma outra startup portuguesa chamada PepFeed. Ganharam vários concursos ao longo dos anos, mas desde o ano passado não tem funcionários no LinkedIn.

Terá recebido uma ronda de investimento de cerca de 700k em 2016 e tem a Homepage do website em pausa. É provável que já tenha fechado há mais tempo mas só agora nos foi reportado.

 

Logotipo da moodoptic

A MoodOptic foi uma plataforma online de e-commerce que vendia lentes de contacto, óculos de sol personalizados e produtos similares. Fundada em 2006, só da Portugal Ventures recebeu mais de um milhão de euros para apoio à internacionalização.

Está desde Abril de 2020 em processo de insolvência encontrando-se várias queixas de clientes nas suas páginas de Facebook e Google Reviews.

 

Logotipo da vantta

Era uma startup portuguesa que se propunha a acabar com os questionários de avaliação. A Vantta desenvolvia um produto que tentava aumentar a taxa de resposta com uma aplicação onde apenas se deslizava o dedo.

Teve a empresa Primavera como um dos primeiros clientes. Em meados do ano 2020 o CEO comunicava o fecho nas redes sociais.

 

Logotipo da madzuli

A Madzuli, uma agência de marketing digital de origem belga, faliu no primeiro pico da pandemia. Por arrasto afectou a sucursal Portuguesa que tinha aberto no final de 2018. Em 2020 ainda fez recrutamentos mas então em Março faliu e fechou o escritório nacional no Marquês de Pombal.

 

Logotipo da youclap

A YouClap era uma rede social portuguesa em que os utilizadores lançavam desafios uns aos outros. Contava com 70.000 utilizadores e dizia-se que estava avaliada em 5 milhões de euros, tendo as suas receitas baseadas em publicidade. Encontra-se em dissolução.

 

Logotipo da advantis

A Advantis era uma PME portuguesa dedicada a sistemas de informação geográfica fundada em 2000. Chegou a ter algumas dezenas de funcionários. No ano transacto de 2020 terá entrado em PER, tendo-se seguido a insolvência em Março. De momento está em liquidação.

 

Logotipo da swvl

É um caso particular porque fechou praticamente antes de abrir. A Swvl é uma startup egípcia na área da mobilidade anunciou com toda a pompa e circunstância a abertura do primeiro escritório na Europa. Saiu na imprensa portuguesa com grande destaque mediático.

Iria ser em Lisboa e contratar 150 perfis de alta tecnologia. Seis meses depois de abrir entrou em dissolução e liquidação em Abril de 2020.

 

Logotipo da wish

Este é outro caso especifico. A Wish em 2020 chegou a recrutar para o novo escritório de engenharia em Lisboa. Acabou por não avançar com a abertura.

Wish is exploring the establishment of a Software Development Center in Lisbon! The company is seeking experienced and dedicated Software Engineers to fill a number of roles on this new team.

 

Outros serviços que encerram em 2020.

  • Cardmobili - Chegou a ser uma das software houses portuguesas mais conhecidas e disruptivas. Fundada em 2009 entrou em dissolução e liquidação em Março de 2020.

  • Dognædis - Empresa cybersegurança que deixou de existir em 2020 depois de ser comprada pela Cipher, empresa do grupo Prosegur.

  • Fyde - Startup Norte Americana mas com departamento de engenharia no Porto na área da cybersegurança. Foi comprada pela Barracuda.

  • Younyk - Rede social Portuguesa lançada em 2016 que chegou a ter mais de 10.000 utilizadores.

  • Horizontal Cities - Fundada em 2015 era uma startup que desenvolveu uma aplicação mobile que dava informação relativamente aos percursos mais bike friendly. Venceu um concurso da Agência Espacial Europeia.

  • Mapis - Mapping Intelligent Solutions - Empresa da área de sistemas de informação geográfica (SIG) entrou em dissolução e liquidação em Julho de 2020.

  • Regra - Sistemas de informação - Depois de passar por um PER entrou em processo de insolvência em Julho de 2020.

  • Senseslab - Estúdio português de design e de criação de produtos digitais encerrou.

  • Juul - Empresa americana de cigarros electrónicos fechou o escritório português no âmbito de um plano de reestruturação. Não tinha cargos de IT.

  • Aliatron - Comercializava software e equipamentos e sistemas técnicos, científicos e educacionais e afins.

  • Eyeso - Marketplace online fundado em 2018 para artistas venderem os seus trabalhos também encerrou.

Balanço 2020

Em ano de pandemia é evidente que as startups portuguesas foram mais afectadas do que nos anos anteriores.

O ano de 2021 poderá levar ao encerramento de mais algumas, pois startups mediáticas como a Undandy ou Biosurfit encontram-se em PER (Processo Especial de Revitalização) e outras parecem estar em vias de inoperacionalidade como a Lapa (sem updates nas redes sociais e desde Novembro sem site funcional).

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