10 empresas de tecnologia que fecharam em Portugal - 2018

Como é hábito, no fim do ano, fazemos um balanço sobre as empresas de tecnologia que encerraram, ou estão em vias de encerrar, os serviços.

Depois de em 2017 assistirmos ao fecho de algumas startups nacionais de referência, como a Kinematix (dispositivos electrónicos inovadores), Movvo (previsão e influencia do comportamento dos clientes) ou Tuizzi (venda espaços de publicidade) este ano voltamos a ter alguns nomes relevantes na lista.

Destacam-se vários serviços de música, assim como aplicações na área da saúde, car sharing, realidade virtual e até a empresa que fez o logótipo para o mundial de 2018 de Futebol.

#1 – Chic by Choice

A Chic by Choice é uma startup portuguesa de aluguer premium de vestidos de luxo. Encontra-se em modo de “autogestão” pela Portugal Ventures, principal investidora, sendo que ambas as fundadoras já abandonaram o projecto. Em 2015 chegou a comprar a principal concorrente na Europa chamada de La Remia, empresa Alemã.

#2 – CoolFarm

A CoolFarm era uma start-up portuguesa que desenvolveu um sistema de controlo inteligente de crescimento de plantas para estufas ou armazém verticais. À semelhança da Chic by Choice debate-se com um elevado valor em dívida para com credores.

#3 – iFarmácias

A iFarmácias tornou-se conhecida pela participação no SharkTank. Sucintamente era uma aplicação, que sem sair de casa, lhe permitia saber se uma dada farmácia tinha determinado medicamento e a que preço. A entrada do RGPD, e a incapacidade de cumprir a lei foi a justificação do fecho.

#4 – TopDox

A TOPDOX era uma plataforma para colaboração através de documentos sobre qualquer plataforma cloud. Tinha como vantagem ser uma solução de acesso e compartilhamento móvel de ficheiros para a empresa, sem necessidade de migração ou armazenamento em nuvem. Chegou a ter mais de 200 mil utilizadores e acabaram por vender parte da tecnologia desenvolvida.

#5 – Huubster

A plataforma desenvolvida pela Huubster apostava num serviço de compra de veículos usados com a ajuda de especialistas e mecânicos que avaliavam as ofertas disponíveis. Em Junho de 2018 o fundador decidiu encerrar o projecto deixando a nota “não é por a Huubster falhar, que o mercado dos usados não esteja a progredir”.

#6 – Citydrive

A Citydrive chegou a ser a maior plataforma de carsharing a operar em Portugal. A aplicação permitia o aluguer de automóveis em Lisboa e Porto. Em 2016 foi adquirida pelo grupo suíço Yo!Car mas em Julho de 2018 foi decretada a sua falência pelo tribunal.

#7 – Insizium

A Insizium apresentava-se como uma empresa de novas tecnologias interactivas baseadas na realidade virtual. Fornecia simuladores e configuradores com integração de realidade virtual imersiva para aplicação em ambientes industriais, no entretenimento, na educação, e até para forças de segurança ou protecção civil para vários países. A maior parte do negócio era exportado e chegaram a fazer a gestão do Visionarium – Centro de Ciência do Europarque, fechado desde então.

#8 – Brandia Central

A Brandia Central era uma empresa líder em Portugal na área de activação de marcas, contando com mais de 20 anos de experiência em consultoria. A título de curiosidade foi a agência que criou a identidade visual do Europeu de Futebol de 2012 e 2016 e até do recente Mundial de 2018.

#9 – Musicverb

A Musicverb nasceu com a ambição de criar as melhores ferramentas para o mundo da música ao vivo. Pretendiam ajudar agências, eventos e artistas de todas as dimensões a retirar mais do seu trabalho, a colaborar, a conectarem-se e a optimizarem todos os processos. Ao contrário do resto da lista esta startup acabou em grande. Em 2018 foi comprada por uma empresa Dinamarquesa chamada VIP-Booking.com, líder europeia de negócio B2B de informação musical.

#10 – Musikki

O Musikki era um serviço de música que reunia num único local, e em tempo-real, a informação, o conteúdo e os serviços musicais que estão dispersos na internet. A empresa mãe, chamada Changing Experience, encontra-se desde Novembro de 2018 em liquidação.

#11 – Tradiio

O Tradiio é um caso diferente. De momento o serviço está parado, e segundo as informações públicas está em fase de pivot (testar novas hipóteses para o projecto). Vão mudar o foco do serviço para outra vertente aparentemente relacionada com blockchain e provavelmente com a criação de uma moeda virtual ou token. Para todos os efeitos o site está offline e vai deixar de existir nos moldes até então conhecidos porque “existem melhores alternativas” segundo o próprio Tradiio.

Outros serviços que encerram em 2018 e que foram removidos da nossa base de dados.

Software house & Internet

  • DataSonar, focada num sofisticado algoritmo para big data.
  • Flow Options, prestação de serviços e soluções, especializada na melhoria e automação de processos de negócios.
  • Ignidata, plataforma que possibilitava marcas e negócios lançarem estudos de mercado online obtendo feedback em tempo real.
  • Inviita, desenvolviam aplicações mobile para o sector do turismo.
  • Line Health, um frasco de comprimidos inteligente ligado ao smartphone avisa a hora de tomar os medicamentos.
  • MusicYou, aplicação móvel que permitia partilhar qualquer tipo de conteúdo, em qualquer rede social, com música associada.
  • PepFeed, assistente de compras online que "ajudava a encontrar os melhores produtos, aos melhores preços".
  • TeamOutLoud, ferramenta de reconhecimento entre colaboradores e uma app social empresarial para a indústria hoteleira.
  • Tripaya, serviço de pesquisa viagens e hotéis mais adequados para dado orçamento.
  • Zizabi, portal de procura de casa pela localização e contexto em que pretendêssemos viver.

Consultoras & Outsourcing

Indústria & Serviços

  • Cook4Me, plataforma de entrega de refeições no local de trabalho ou em casa.