Entrar ou não numa Startup? O que deves saber para decidir

Com tantos novos projeto a surgirem e a contratar, o que devo saber para tomar a decisão de entrar ou não numa startup?

Todos já ouvimos falar sobre a problemática global em torno dos despedimentos nas Startups (para saber mais sobre o tema consulta o nosso artigo Porque estão a acontecer tantos despedimentos nas Startups de tecnologia?), mas também é verdade que muitas continuam saudáveis financeiramente e tantos outras novas surgem no mercado com necessidade de contratar.

Por sabermos que esta questão levanta um problema no momento da decisão sobre aceitar ou não uma proposta de uma Startup, decidimos compilar um conjunto de pontos que deves ter em consideração na tua tomada de decisão.

Fazer as perguntas certas

Para além das perguntas habituais que deves fazer em entrevista, pode ser interessante perceber em que patamar se encontra atualmente a empresa e o que quer atingir. Aproveita o momento da entrevista para obter respostas honestas, se possível diretamente com o fundador.

  • É fundamental perceber se estamos a falar de “uma ideia brilhante” ou de algo concreto que já passou por um trabalho de pesquisa. Perguntas como, “em que mercado se irá inserir a empresa?” ou “qual a base de clientes que acredita que vai ter interesse no produto?” dar-te-ão a ideia se existiu ou não um estudo de mercado aprofundado e um plano definido para o crescimento.

  • Perguntar qual o background dos fundadores e equipa de gestão. Este é um fator muito importante, pois o sucesso do projeto depende em grande parte das competências da equipa de gestão. Importa saber qual o nível de experiência dos fundadores e gestores, verificar se já iniciaram e/ou tem outras empresas e se são peritos na área de negócio. -> Os fundadores de um negócio anteriormente bem sucedido têm 30% de hipóteses de sucesso com o seu próximo projeto. Os fundadores que já falharam anteriormente têm 20% de hipóteses de sucesso, enquanto que os fundadores estreantes têm 18% de hipóteses de sucesso. - ref: Skill vs. Luck in Entrepreneurship and Venture Capital

  • Por último, perceber como está a empresa a ser financiada e qual o plano para continuar a ser. Esta informação dar-te-á indicadores de qual o nível de independência da empresa, capital disponível e ter uma ideia de quanto poderá durar, assim como perceber a estratégia para continuar a evoluir

Todas estas perguntas são simples, demonstram interesse e ajudar-te-ão a tomar uma decisão baseada em dados concretos.

Faz a tua pesquisa

Usa ferramentas de pesquisa e fóruns para saber mais sobre a área de negócio em que a empresa se está a colocar. Se encontrares projetos semelhantes que terminaram pode ser um problema, a não ser que a solução que este projeto apresenta seja realmente diferenciadora. Usa o Teamlyzer para obter informação sobre a empresa e vê o que os seus trabalhadores (se existirem) dizem sobre ela. Podes também usar o linkedin para ver a quantidade de trabalhadores que tem e qual a sua origem - será um bom sinal se vierem de boas empresas.

Pede opinião

Usa as pessoas que tens como referência para pedir opinião, podem ser os teus mentores, pessoas da área bem sucedidas ou os teus pares, e partilha a informação que recolheste. É normal que recebas feedback negativo, principalmente de pessoas mais negativas, mas o mais importante é ouvires as questões que te colocam, pois podem haver algum ponto de vista que ainda não tenhas considerado.

No final, serás sempre tu o decisor.

Faz as tuas contas

Caso o risco seja elevado, mas mesmo assim o projeto seja super aliciante e queiras mesmo avançar, garante que tens condição financeira para o caso de o projeto terminar abruptamente.

É boa prática ter um “pé de meia” que te garanta pelo menos 6 meses das tuas contas recorrentes. Assim terás tempo de sobra para procurar um novo projeto e não passares um mau bocado.

Não tenhas pressa e reflete

Por último, para tomares a tua decisão é preciso refletir sobre toda a informação que recolheste e perguntar a ti próprio: Porque é que quero juntar-me a uma startup? Para melhorar a minha capacidade de resolução de problemas? Para inovar e trazer novas ideias ao mundo?

Ter claro o que esperas encontrar na nova experiência ajudará a identificar se esta é a oportunidade certa para ti.

Lembra-te que trabalhar numa startup, significa, geralmente, ser multitasking, ter curiosidade, vontade de mudar o paradigma e ter capacidade de adaptação, pois o contexto pode mudar rapidamente. É normal iniciares numa função e rapidamente estares alocado a outra, pois as equipas são pequenas e o trabalho tem que ser feito.

 

Em suma, trabalhar numa startup tem pontos positivos e negativos como qualquer outro estágio de evolução de uma empresa, por isso reflete se é mesmo isso que queres.

 

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Se tiveres outras questões que gostava de ver respondidas em outros artigos, envia sugestões para o email suporte@teamlyzer.com

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