Tudo o que precisas saber quanto às ajudas de custo

Descobre os impactos das ajudas de custo, quanto a situações de desemprego, baixa médica, licença de parentalidade, subsídios e situações de fraude fiscal.

Hoje em dia é considerado normal as empresas de serviços em consultoria e outsourcing pagarem os salários recorrendo a um pacote de ajudas de custo como complemento do salário base.

A ideia deste procedimento é simples: a empresa paga menos impostos, sendo que este valor pode chegar às centenas de euros por colaborador.

O que deves considerar:

  1. Estas ajudas podem ser cortadas de forma unilateral. Chegas um dia à empresa e és notificado de que te foram cortadas. Seja por ausência de colocação em clientes, dificuldades financeiras, ou outro qualquer motivo.

  2. Baixa médica ou licença de parentalidade. Ao usufruir de um destes direitos vais apenas receber o valor do teu salário base, ou percentagem incidente sobre esse mesmo valor, que pode variar consoante o caso.

  3. Apenas descontas para a SS (segurança social) em função do salário base. Quer isto dizer que numa situação de desemprego ou de futura reforma serás penalizado.

  4. Por norma este valor não entra para o cálculo de subsídios de férias ou para a base dos aumentos.

  5. Normalmente as ajudas de custo são pagas a 11x meses, em algumas empresas possivelmente a 12x, mas não 14. Não há justificação para usufruir de ajudas de custo nos dois subsídios, de natal e férias.

  6. Podes estar a colaborar em casos de fraude fiscal, quando assume falsas viagens ou deslocações como justificação de ajudas de custo. Deve-se portanto ter atenção ás falsas despesas de deslocações e falsas ajudas de custo.

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