Como a IA está a mudar a forma de trabalhar na Celfocus
Como a Celfocus está a integrar inteligência artificial no trabalho diário através de formação, projetos e gestão do conhecimento.
Nos últimos meses, a Celfocus tem estado a integrar inteligência artificial na forma como trabalha, como parte da sua evolução para uma AI First company. Este movimento está enquadrado no modelo interno de Next-Gen Intelligence, um ecossistema que cruza dados, IA e criatividade humana para criar organizações mais autónomas e adaptativas.
No dia a dia, a IA passa a estar presente ao longo do ciclo de vida dos projetos, com maior acesso a informação, menos fragmentação e decisões mais consistentes. A tecnologia é relevante, mas continua a depender do conhecimento e da experiência das equipas para gerar impacto real.
Uma parte relevante desta transição está também a acontecer através de formação interna. Este ano, a empresa lançou um programa com 2.880 horas de formação em IA, que envolve 60 bootcamps e cerca de 500 colaboradores de várias áreas. As sessões trabalham em cenários práticos, com impacto direto na forma como os projetos são desenvolvidos e entregues.
Em paralelo, iniciativas como o Sparkathon ajudam a testar esta abordagem em contexto real. Trata-se de um concurso interno de ideias, onde equipas trabalham sobre problemas concretos do dia a dia e propõem soluções com base em IA. O ponto de partida foram situações conhecidas dentro da organização: conhecimento disperso, dificuldade em reutilizar informação entre projetos, processos pouco estruturados ou dependentes de contexto informal.
As ideias que chegaram à fase final refletem isso. Surgiram propostas para melhorar a forma como se constroem propostas comerciais, reutilizar conhecimento acumulado, consolidar informação hoje fragmentada e evoluir processos para modelos mais preparados para trabalhar com sistemas inteligentes.
Esta linha de trabalho acaba por influenciar o tipo de desafios do dia a dia. A integração de IA tende a expor dependências, falhas na estrutura da informação e limitações na forma como os processos estão desenhados. Ao mesmo tempo, abre espaço para decisões mais informadas e para uma utilização mais consistente do conhecimento existente.
Também tem impacto nas competências que ganham mais relevância. A capacidade de estruturar problemas, interpretar contexto, validar resultados e garantir qualidade torna-se central. O trabalho técnico passa a envolver mais ligação entre áreas e maior responsabilidade na forma como os sistemas e processos são definidos.
A Celfocus parte de uma base consolidada em áreas como automação, data & analytics e projetos complexos em setores como Telecom e Banca. O que está em curso é a reorganização dessas capacidades para funcionarem de forma mais integrada, com a inteligência artificial como parte do modelo de trabalho e não como uma camada adicional.
Esta fase é sobretudo de execução. A diferença faz-se menos pelo discurso e mais pela forma como estas mudanças chegam ao trabalho concreto: como se acede à informação, como se toma uma decisão, como se reaproveita conhecimento entre equipas e como se garante consistência ao longo de um projeto. É aí que a ideia de AI First começa a ser visível.
