LUZA Group e Hybrid Engineering: Onde o IT encontra a Indústria
Engenharia e software juntos em projectos de IA, mobilidade e energia. Mais de 1.200 profissionais em 9 países. Conhece a LUZA Group por dentro.
A LUZA Group é uma empresa portuguesa de engenharia e tecnologia fundada em 2006 como PTC Group e fez um rebrand em 2024. Tem sede em Oliveira de Azeméis, no distrito de Aveiro. Conta com mais de 1.200 profissionais e opera em nove países, sendo eles, Portugal, Espanha, Marrocos, Brasil, México, Estados Unidos da América, China, Argentina e França. Trabalha em setores como mobilidade, energia, telecomunicações e tecnologias de informação.
O que distingue a LUZA de uma consultora de IT tradicional é a forma como integra engenharia industrial e software no mesmo projecto. As duas áreas trabalham juntas, desde o diagnóstico até à entrega. É um modelo que opera tanto em outsourcing de talento especializado como em projectos full service, onde a LUZA assume responsabilidade integral do início ao fim.
Conversámos com Marcelo Neves, Technology Advisor da LUZA Group, que nos explicou o que distingue uma empresa que junta engenharia industrial e software, e os desafios reais de fazer as duas coisas ao mesmo tempo.
1. Marcelo, és Technology Advisor na LUZA Group. Para quem ainda está a conhecer a empresa, como é que descreverias o teu dia-a-dia?
O meu dia-a-dia é movido por propósito, transformação e construção de futuro. Trabalho para ligar pessoas, tecnologia e visão de negócio, sempre com o foco em criar soluções que gerem impacto real. Na LUZA, mais do que desenvolver tecnologia, estamos a construir cultura, inovação e novas possibilidades. É isso que torna cada dia tão desafiante e, ao mesmo tempo, tão inspirador.
2. A LUZA Group nasceu em 2006 ligada à engenharia de produto para a indústria automóvel e hoje tem mais de 1.200 pessoas em sete países. Que tipo de projectos é que vos ocupam o tempo hoje?
Hoje estamos envolvidos em projetos que refletem o mundo que está a emergir: mais digital, mais inteligente e mais conectado. Atuamos em inovação, inteligência artificial, cibersegurança, automação e transformação tecnológica em diferentes sectores. O que mais nos motiva é ver a tecnologia sair do discurso e ganhar forma em soluções concretas. No fundo, ajudamos os nossos clientes a preparar-se para o futuro, começando já no presente.
3. Quando um developer trabalha pela primeira vez num contexto industrial, o que é que costuma surpreendê-lo mais?
O que mais surpreende é perceber que a indústria é um universo vivo, complexo e cheio de desafios reais. Há uma dimensão de escala, precisão e responsabilidade que muda completamente a forma de pensar software. Ao mesmo tempo, muitos descobrem um ambiente em transformação, aberto à inovação e com enorme espaço para criar valor. É um contexto que desafia, ensina e amplia muito a visão de quem chega.
4. E ao contrário, quando um engenheiro industrial se envolve num projecto de software, o que é que mais lhe chama a atenção?
Muitas vezes, o que mais impressiona é a velocidade com que o software consegue transformar uma operação. A inteligência artificial, em particular, tem provocado esse efeito de descoberta: mostrar que aquilo que parecia distante já pode ser aplicado hoje. Isso desperta novas perguntas, novas ideias e uma nova ambição sobre o que é possível fazer. É um encontro muito poderoso entre experiência prática e potencial tecnológico.
5. Tem algum projecto favorito em que engenharia e software tenham trabalhado juntos de perto?
Sim, especialmente aqueles em que a inovação se torna visível no terreno. Temos iniciativas muito interessantes ligadas a modelos 2D e à deteção de falhas na montagem de chicotes (cablagens) com apoio de IA, onde engenharia e software trabalham lado a lado. São projetos que mostram como a tecnologia pode aumentar qualidade, precisão e confiança no processo. Gosto deles porque traduzem muito bem o que acontece quando diferentes competências se unem com um objetivo comum.
6. Encontrar pessoas que se movam bem entre software e indústria é raro. Quando alguém entra na LUZA, como são os primeiros meses?
Os primeiros meses na LUZA são uma fase de descoberta, integração e crescimento acelerado. Temos equipas muito competentes e disponíveis, que acolhem, partilham conhecimento e ajudam cada pessoa a encontrar o seu espaço. Mais do que aprender ferramentas ou processos, quem entra começa a perceber a dimensão do impacto que pode gerar. E isso cria um sentimento muito forte de pertença e evolução.
7. O que é que a equipa de software aprende com a engenharia, e o que é que a engenharia aprende com o software?
A equipa de software aprende a olhar para os problemas com mais contexto, mais rigor e mais ligação à realidade do negócio. Já a engenharia descobre na tecnologia um aliado cada vez mais essencial para inovar, decidir melhor e ganhar eficiência. O mais bonito nesta relação é que ambos crescem juntos. Quando isso acontece, deixa de haver fronteiras entre áreas e começa a existir verdadeira colaboração.
8. De todos os sectores em que a LUZA opera, qual é o que mais te entusiasma neste momento do ponto de vista do desafio tecnológico?
Neste momento, vejo enorme potencial em áreas como mobilidade, ESG e mineração. São sectores que estão a ser desafiados a evoluir rapidamente, com mais inteligência, mais sustentabilidade e mais capacidade de adaptação. E é precisamente aí que a tecnologia pode ser transformadora. São contextos exigentes, mas também muito inspiradores, porque permitem criar soluções com impacto profundo e duradouro.
9. Fala-se muito de IA na indústria. Há algum caso dentro da LUZA em que já esteja a fazer diferença?
Sim, e isso é talvez uma das partes mais entusiasmantes do que estamos a viver. Já temos projetos em que a IA está a analisar documentos físicos, interpretar informação técnica e apoiar leitura de projetos CAD, reduzindo trabalhos que levavam 10 a 15 dias para apenas alguns minutos. Quando vemos este tipo de resultado, percebemos que não se trata apenas de eficiência. Trata-se de libertar talento humano para pensar mais, criar mais e decidir melhor.
10. Que conselho darias a alguém que esteja a começar carreira e queira trabalhar nesta zona entre software e engenharia industrial?
Diria para abraçar a curiosidade e não ter receio de entrar em territórios novos. É justamente nessa interseção entre software e engenharia que estão a nascer algumas das carreiras mais ricas e relevantes deste tempo. Na LUZA, essa jornada acontece com aprendizagem constante, contacto com grandes desafios e proximidade com pessoas muito experientes. Para quem quer crescer de verdade, este é um caminho cheio de oportunidade e significado.
