Trabalhas em SAP? Então precisas de conhecer esta equipa da Accenture
Conheça a unidade SAP da Accenture Portugal: como funcionam as equipas, que perfis procuram e como construir carreira nesta área.
A Accenture é uma consultora global de serviços profissionais com mais de 775.000 pessoas em 120 países. Em Portugal, opera com mais de 6.000 profissionais distribuídos por quatro escritórios - Lisboa, Porto, Braga e Coimbra.
A SAP é uma das áreas de especialização da Accenture, que se destaca como parceiro líder, com cerca de 90.000 profissionais globalmente, forte foco em inovação, sendo compromisso a integração de IA generativa e Cloud nas suas soluções. Este sistema de gestão empresarial é usado por milhares de empresas para gerir processos como finanças, recursos humanos, operações e vendas. A Accenture ajuda os seus clientes a implementar, transformar e otimizar estes sistemas, muitas vezes altamente complexos e de grande escala.
As equipas em Portugal são compostas por especialistas de diferentes perfis, desde developers e arquitectos técnicos até consultores funcionais e especialistas de processos de negócio.
Para perceber melhor o dia à dia destas equipas, falámos com Sofia Rocha, Associate Director e lead da prática de SAP na Accenture Portugal.
1. SAP é uma tecnologia amplamente usada no mercado, mas muitas pessoas desconhecem ao certo no que consiste. Como explicaria o que é SAP e porque tantas empresas dependem dele?
O SAP é, no fundo, o "sistema nervoso" de muitas organizações. É uma plataforma de software que suporta os principais processos de uma empresa - desde finanças, logística, compras e recursos humanos, até reporting e análise de dados. As organizaçõess dependem do SAP porque ele garante integração, fiabilidade e escala: todos os dados críticos estão num único ecossistema, permitindo decisões informadas, controlo rigoroso e conformidade regulatória. Num mundo cada vez mais digital e global, o SAP ajuda as organizações a operar de forma eficiente, segura e preparada para o futuro.
2. A Sofia tem uma vasta experiência em SAP e está há mais de 12 anos na Accenture. Pode falar-nos um pouco de como foi o seu percurso até chegar a uma posição de gestão?
O meu percurso foi construído de forma muito progressiva e sustentada. Comecei como consultora SAP, muito focada na vertente funcional e na aprendizagem técnica, sempre com grande exposição a projetos exigentes. Ao longo dos anos, fui assumindo mais responsabilidades - primeiro como referência técnica, depois na gestão de equipas e de projetos, e mais tarde na relação com clientes e na definição de soluções. A Accenture dá-nos algo muito valioso: oportunidades reais de crescimento, desde que exista vontade de aprender, resiliência e espírito de equipa. A minha progressão até uma posição de direção foi o resultado dessa combinação.
3. Como se posiciona a unidade SAP dentro do ecossistema da Accenture Portugal? Para termos uma ideia, qual é a dimensão da equipa?
A área SAP é uma das práticas estratégicas da Accenture Portugal. Temos uma equipa com várias centenas de profissionais, com perfis muito diversos - desde consultores juniores a especialistas sénior e líderes de solução. Somos um pilar essencial em grandes programas de transformação digital, especialmente em setores como banca, energia, utilities, indústria e setor público.
4. As equipas em Portugal trabalham apenas em projetos nacionais ou também contribuem para projetos europeus e internacionais? Como funciona essa colaboração?
Trabalhamos claramente num modelo internacional. As equipas em Portugal participam tanto em projetos nacionais como em iniciativas europeias e globais. A colaboração é feita através de modelos distribuídos, com equipas multidisciplinares e multiculturais, recorrendo a metodologias comuns e ferramentas colaborativas. Isto permite aos nossos profissionais ganhar uma exposição internacional muito relevante, sem necessariamente sair do país.
5. Uma empresa como a Accenture tem projectos de escala mundial. Qual foi o projeto mais desafiante ou complexo que fizeram em Portugal?
Os projetos mais desafiantes tendem a ser grandes programas de transformação, especialmente em setores altamente regulados como a banca, ou sectores que trabalham com grandes volumes de informação como o retalho e a indústria. São projetos complexos não apenas pela dimensão tecnológica, mas também pela necessidade de alinhar processos, pessoas, regulamentação e mudança organizacional. Esses desafios são precisamente o que torna o trabalho estimulante e diferenciador.
6. Como responsável por uma prática dentro da Accenture, o que pesa mais quando contratam profissionais SAP? Que competências valorizam, ou seja, qual é o vosso candidato tipo?
Valorizamos muito mais do que competências técnicas. Procuramos pessoas com curiosidade, capacidade de aprendizagem, espírito crítico e atitude colaborativa. Claro que o conhecimento SAP é importante, mas a capacidade de trabalhar em equipa, comunicar bem com clientes e adaptar-se à mudança é decisiva. O "candidato tipo" é alguém com vontade de evoluir, que não tenha medo de desafios e que se identifique com um ambiente dinâmico.
7. Que caminho de progressão existe para alguém que entra como consultor júnior? Em quanto tempo, tipicamente, se chega a posições de gestão?
O percurso é bastante estruturado, mas flexível. Um consultor júnior começa por ganhar bases técnicas e funcionais, evolui para níveis de maior autonomia e, gradualmente, pode assumir responsabilidades de coordenação. Em média, ao fim de alguns anos - dependendo muito do desempenho e da motivação individual - é possível chegar a posições de gestão. O ritmo de progressão depende essencialmente da pessoa.
8. Para alguém que quer entrar na área SAP, quais são os caminhos mais realistas para o conseguir?
Existem vários caminhos: formação académica em áreas tecnológicas ou de gestão, programas de trainees, reconversão profissional ou até certificações SAP. O mais importante é perceber que ninguém nasce especialista em SAP. O essencial é ter bases sólidas, nas áreas financeira, logística, recursos humanos, comercial, ter interesse e valorizar a tecnologia e disponibilidade para aprender continuamente.
9. Hoje em dia parece que tudo gira à volta de IA. Como é que alguém se mantém relevante numa área que está sempre a evoluir?
A chave é a aprendizagem contínua. A tecnologia vai continuar a evoluir - IA, automação, cloud - e isso não é uma ameaça, mas uma oportunidade. A Accenture promove formação contínua em diversas áreas e atualmente todos os nossos colaboradores têm formação em IA. Quem se mantém curioso, investe em novas competências e percebe o impacto da tecnologia no negócio continuará relevante. Em SAP, a componente funcional e de entendimento do negócio continua a ser fundamental.
10. Se pudesse dar um conselho a si própria quando começou na área, qual seria?
Diria para não ter receio de sair da zona de conforto. Os momentos mais desafiantes são também os que mais nos fazem crescer. E acrescentaria: investir nas pessoas e nas relações é tão importante como investir nas competências técnicas.
